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PorJoão Ademar de Andrade Lima

Ao “tempo” e ao “acaso”

…e 500.000 respiros a menos

Parar para pensar no “acaso” é parar para pensar em como a efemeridade da vida pode ser angustiante, estressante, tortuosa, depressiva! Pensar que cada gesto, cada movimento, cada cinco minutos – ou cinco segundos – “perdidos” ou adiantados podem contribuir para mudanças absolutamente radicais em nosso percurso terreno, idem assustador, principalmente porque essa condição de certeza só reforça a, também, certeza que a vida é um mero recorte de acontecimentos, unidos como num quebra-cabeça, por vezes desordenado. Parar para pensar em nossa existência e nas missões de vida que a natureza nos incumbiu é outra desventura que volta e meia me deparo enfrentando.

Meu Deus, se não sei nem o que vou fazer daqui a cinco minutos – qual aqueles mesmos que falei há pouco – quiçá as incumbências que ela – a vida – tem para me fazer cumprir! Estamos numa era de aceleração, num momento histórico ubíquo, em que o “tudo ao mesmo tempo e agora” se tornou regra basilar, afastando-nos do ostracismo, da preguiça, da autocontemplação, da vivência pura e simples, do se sentir respirar, do se sentir viver, presente nas pequenas, bobas e simplórias coisa da vida, do cheiro da chuva à contagem das estralas.

Hoje completamos 500.000 mortes oficiais por Covid-19 no Brasil. Meio milhão de mortos! Números, para nós – ainda vivos – sermos levados a pensar – para além de todas as angústias reflexões decorrentes – na necessidade de desacelerar, reduzir a marcha e sentir o respiro que nos resta!

Desacelere o tempo para vislumbrar o acaso. Pare de buscar entender essa tal missão para simplesmente esperar o porvir. Deixe o amanhã pelo hoje, tentando entender que a vida, e sua efemeridade, é dada, de presente, pelo presente. Busque, ainda que superficialmente, aceitar que a passagem é um fato, que quaisquer planos, por quaisquer motivos, podem ser abruptamente desfeitos, que ao “tempo” está o “acaso”, que o “tudo está escrito” transforma-se num livro em branco, com capítulos paulatinos, mutáveis, inéditos e imprevistos.

E – ao menos (tomara!) por hora… quem sabe? – isolados e cansados, mas com fé, máscara, vacina, ciência e verdade.

PorJoão Ademar de Andrade Lima

Olá mundo!

Tudo bem?

O educo.work® (domínio e marca registrada) é também o nome de fantasia de uma MEI que idealizei nos meados de 2019, via ações de estímulo ao empreendedorismo inovador engendradas no InovaLAB da Unifacisa, Centro Universitário no qual tenho o maior orgulho de trabalhar desde 2004.

Gestada exatamente em 1º de janeiro deste excêntrico (para ser suave) ano de 2020, inicialmente com a intenção de ser um espaço físico de trabalho docente colaborativo (daí a expressão que deu origem à marca, “educação+coworking”) se viu, por força da pandemia do Covid-19 e todas as mudanças disruptivas que ela tão só antecipou, ressignificada antes mesmo de vir a existir de fato, ainda que em permanência de seu ideal (ou, até mais, sua “missão”): a prática do Empreendedorismo Social na área de Educação! Diria mais: é, sim, um desdobramento de outra ação minha de “Gift Economy”, também nomeada de “Economia do Dom”, “Economia da Doação” ou “Economia da Dádiva”, o programa de mentoria nomeado Pró-Docência, ainda em atividade.

Bem… quase um ano depois, não se transformou na sonhada “sala de professores” imaginada, mas (é possível dizer) em algo até mais simbólico (mais acessível, sem dúvida!), resumido neste blog, um espaço acadêmico para colunistas e publicações nas caregorias: Crônicas, Ensaios, Entrevistas, Eventos, Filmes, Informes, Livros, Notícias, Poesia, Resenhas e Tutoriais.

Por isso o convite: vem participar conosco! Fala com a gente! Vamos construir juntos!

Tudo Copyleft… Ubuntu!!!