Os Jogos Olímpicos e a Nossa Educação

PorFábio Emerenciano

Os Jogos Olímpicos e a Nossa Educação

Estamos vivendo mais uma edição de Jogos Olímpicos e, mais uma vez, lamentamos ao ver o Brasil lá atrás em comparação com outros países. No momento que escrevo este artigo, temos uma única medalha de outro, três de prata e três de bronze. Anos-luz no nossa frente, China, Japão, EUA e Rússia. São na verdade, neste momento, 18 nações a nossa frente.

A cada quadro anos vem aquela velha pergunta “o que fazer para subir nessa corrida por pódios?”, “por que o Brasil não chega nem perto destas grandes potências?”, “o que eles fazem, que nós não fazemos?”. Pois é, passam os anos e as perguntas continuam aí, sem resposta. Ainda mais quando vemos grandes esportistas brasileiros extremamente respeitados mundo afora. Ou seja, material humano temos, e de sobra. O que falta, então?

A resposta mais comum é que não temos investimento por parte do governo federal. Bem, não deixa de ser. Mas, além de não querer entrar aqui em debate político, acho que tem um problema bem mais profundo do que a deficiência financeira: a falta de uma melhor estrutura esportiva.

Tomemos como exemplo os Estados Unidos, donos de assustadoras 2523 medalhas olímpicas na história, sendo impressionantes 1022 de ouro. Um sonho para nós. E como é que eles conseguem isso?

É que por lá existem ligas colegiais e universitárias, com as mais variadas modalidades esportivas. E essas competições não são brincadeira, não. Na maioria dos casos são competições sérias, bem organizadas e que ocorrem em ótimas quadras, campos, pistas, tatames e piscinas. Trata-se, portanto, de solo bastante fértil para a aparecimento de grandes atletas, das mais diferentes idades e nas mais diversas regiões do enorme país. Ou seja, o esporte lá é parte da Educação.

Na cabeça dos americanos, quase tão importante quanto as salas de aulas e os laboratórios, está a existência de uma boa infraestrutura para a prática de esporte. E não é só aquela coisa de “o que vale é bater uma bolinha”. Na Terra do Tio Sam há a cultura da vitória, da quebra de recordes e do sucesso nas competições entre colégios e entre universidades. Faz parte do marketing de uma instituição ter pelo menos um bom time com projeção, nem que seja apenas municipal. “Escola tal tem tradição em tal esporte”, se diz por lá. E isso vale como marca de qualidade da Educação.

Tendo amplo acesso a uma boa organização física para a prática esportiva e a experiência de várias competições em bom nível técnico, os jovens dos EUA têm uma grande formação dentro do esporte. Com essa qualidade ofertada em grandíssima quantidade, o comitê olímpico americano não tem dificuldade nenhuma de encontrar grandes atletas. E o resultados é visto nos Jogos Olímpicos.

Esporte e Educação são parceiros. Investir em esporte é melhorar a Educação. Investir na Educação é melhorar nosso esporte.

Sobre o autor

Fábio Emerenciano author

Fábio Emerenciano é educador desde 1994. Tem formação em Letras com Habilitação em Língua Inglesa pela Universidade Estadual da Paraíba, e Pós Graduação em Metodologia e Ensino da Língua Inglesa e Espanhola. Tem dois cursos de inglês avançado pela EF School em Hastings, Inglaterra. Foi professor em diversas escolas de idiomas de Campina Grande, como Cultura Inglesa e Yázigi, nos níveis iniciantes, intermediários, avançados e de proficiência. Nestas instituições também organizou eventos culturais onde escreveu e dirigiu peças teatrais e coordenou números musicais. Por três anos acumulou experiência na coordenação pedagógica do Yázigi Campina Grande. Trabalhou também em centros profissionalizantes como SENAI e SENAC. Nos últimos anos vem trabalhando com aulas particulares nas modalidades online e presencial. Além de professor é tradutor de textos acadêmicos há mais de 25 anos. Tem experiência com transcrição de áudios, legendagem e já trabalhou como intérprete.

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